Os viajantes que trazem saberes e boas notícias nas comunidades...

Nômades são pessoas e projetos que não se encontram fixados em nenhum lugar específico, migrando de uma região para outra movidos a fatores específicos de sua jornada.
O nomadismo pode ser compreendido como uma prática de domicílio intermitente, quando se vive continuamente mudando de um lugar para outro.Essa prática é apontada como uma das primeiras formas de existência utilizada por seres humanos no Planeta, desde quando as populações tinham o mecanismo do movimento como ferramenta de vida.Com a consolidação da agricultura como atividade humana, o nomadismo passou a ser menos praticado como estratégia de vida, porém nunca deixou de existir e, até hoje, muitas pessoas optam por esse estilo de vida no seu cotidiano.As práticas nômades foram se transformando com o desenvolvimento das sociedades e passou a se figurar sob outras aparências.As pessoas e projetos cadastrados como Nômade na EKONAVI têm a oportunidade de apresentar o trabalho ecológico que realizam na sociedade, seja ele de caráter rural, viajante ou tecnológico.As pessoas que realizam seus movimentos em torno das atividades rurais, podem indicar os locais onde estão ocorrendo colheitas e plantios, assim como podem destacar aqueles estabelecimentos que estão oferecendo outras oportunidades de trabalho em determinado momento.Existem também os coletores de sementes, que podem demonstrar as regiões em que estão viajando para encontrar determinadas espécies.Além desses, existem os projetos de viajantes aventureiros, que percorrem o território de diferentes maneiras, utilizando bicicletas, vans, carros, motos ou até mesmo a pé.Essas pessoas podem apresentar as suas interações ecológicas das suas viagens na plataforma, seja pelo trabalho de arte, de fotografia, de texto ou de interação social e educacional com os lugares que passam.Nos primórdios da existência humana, o nomadismo era a prática mais comum das comunidades, e esses grupos de pessoas podiam ser caracterizados como caçadores-coletores ou pastores.Os primeiros tinham sua vida marcada pela necessidade de buscar alimentos em regiões distintas, seguindo a orientação da natureza e o fluxo das águas, para realizar a sua colheita e a sua caça.A mobilidade em busca de alimentos podia se dar pela exaustão de determinado fruto em certo lugar, ou pela necessidade de regeneração de certas áreas após a extração intensiva.Além disso, os movimentos podiam ocorrer pela busca da caça, em que as atividades de capturas podiam entrar floresta adentro, em busca de animais específicos.De maneira similar, os pastores realizavam seus movimentos em função dos animais, porém fazendo a sua condução e seu pastoreio por entre as regiões.A atividade do pastor era motivada pela necessidade de alimentar as suas crias, transportando-as para os locais em melhores condições de abrigo e alimento, ao longo do ano.Assim, a sazonalidade também era fator de influência determinante para o fluxo dos povos, considerando as estações e a oferta de alimentos condicionada à condição de clima e região geográfica.Com o desenvolvimento da agricultura na sociedade, a atividade nômade passou a ser menos predominante como estratégia de vida entre as comunidades.Novos agrupamentos passaram então a se reunir em torno da produção de alimentos em um lugar fixo, erguendo as estruturas de uma nova civilização.
Uma vez que os alimentos passam a ser domesticados, através da produção de verduras, frutas e cereais, assim como o estabelecimento da criação pecuária, trazendo condições para a fixação, os povos passam a se preocupar menos com a necessidade de migrar e concentram as suas energias na construção de outras estruturas sociais, como escolas, lojas, praças e igrejas.Desse modo, a condição sedentária da sociedade criou toda uma nova forma de vida para as civilizações, estabelecendo uma nova dinâmica para a existência do ser nômade.Apesar do declínio da atividade nômade, ela nunca perdeu sua importância de uma maneira geral.A figura de pessoas viajando entre regiões continuou presente ao longo dos tempos, mesmo que tenham sido criadas diversas novas opções de fixação de vida nas cidades e nas áreas rurais.Isso ocorre devido a necessidade inerente de trocas da sociedade e ao espírito aventureiro, fazendo com que continuem surgindo outras atividades de caráter migratório, decorrentes dessas transformações e adaptações.Diante do estabelecimento das novas civilizações, outras funções semelhantes ao nomadismo passam a integrar o conjunto de atividades da sociedade, como mercadores, artistas, mensageiros, navegantes, bandeirantes e diplomatas.Essas pessoas, apesar de terem um fluxo diferente de migração, apresentavam características semelhantes aos nômades, percorrendo enormes distâncias e executando tarefas pertinentes ao seu ofício.Em alguns casos, algumas dessas figuras optaram por se fixar em determinada região e a concentrar seus esforços de vida em apenas um lugar.Assim, a atividade nômade permanece como elemento presente nessas novas funções sociais que foram surgindo.No Brasil, podemos observar diferentes modalidades de nomadismo, assim como diferentes arranjos, individuais ou coletivos.Em regiões rurais, marcadas pela atividade agrícola, costuma ocorrer uma espécie de migração sazonal por atividade econômica.Assim, pessoas e famílias migram em determinadas épocas do ano de uma região a outra, seguindo a colheita ou outra necessidade de emprego no campo.Esses fluxos de pessoas, também podem ser pensados dentro da dinâmica do nomadismo, porém com um caráter do campo moderno, onde fatores estruturais e econômicos também influenciam o movimento humano.Por outro lado, também existem migrações de caráter urbano e rural, em que as pessoas se movimentam de um meio para o outro, devido a diversificação de suas atividades.Assim, algumas pessoas não se encontram localizadas nem no meio urbano nem no meio rural, elas realizam suas atividades em ambas as regiões, necessitando permanecer tempos distintos em cada região.De certa maneira, com o advento da modernidade e o crescimento exponencial das cidades, o nomadismo consegue retomar certa importância para a sociedade, considerando a estagnação dos povos em centros urbanos e sua dificuldade em encontrar saídas para o desenvolvimento.Nesse contexto, algumas pessoas têm optado por abandonar suas residências para sair em busca de conhecimento e de novas oportunidades de vida em outros lugares.Assim, mesmo com o crescimento urbano, a atividade nômade encontra novo sentido, em meio a necessidade de transformação social.Desse modo, as migrações permanecem presentes no espírito humano, impulsionando o desenvolvimento das sociedades, na sua expressão de fuga de um contexto de estagnação.
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