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BioArquitetura - bambu, madeira, terra, pedra, fogo, agua e ar!
Projetos de edificações com predominância de materiais naturais por processos mais humanos em sua confecção permitem além de maior independência da indústria, bem como os materiais vivos permitem ambientes de conforto e estética ímpar.
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Ouvi um bambuzeiro dizer que o ar mais puro do mundo está dentro da cavidade do bambu.
Ouviu um bambuzeiro dizer que o ar mais puro do mundo está dentro da cavidade do bambu.
Publicado 26/01/2023
Imersão à Beira-Mar do Coco à Floresta
Com muita alegria e satisfação que a Fazenda São Francisco abre o calendário de cursos 2023. E para iniciar essa jornada abrimos nossas portas com nosso irmão Ernst Götsch, fonte de inspiração dos nossos trabalhos. Em parceria com a @agendagotsch abrimos a oportunidade de uma imersão no bioma Floresta Atlântica, no litoral sul da Bahia. Uma vivência à beira-mar, implantando agrofloresta de processos para regeneração da restinga, um dos ambientes mais degradados do nosso território. Será uma experiência única, que visa melhorar a condição da vida costeira com produtividade e diversidade. Com o direcionamento do agricultor e pesquisador Ernst Götsch, implantaremos diferentes conceitos na prática, para dar início a uma nova perspectiva de paisagens beira mar. Para mais informações entre em contato: contato@fazendasaofranciscobahia.com (73) 99827-1305 Manoela (41) 99624-5484 Michelle
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yum cacão 🍫💚
Voluntários
Gostaria de aprender na prática, emergindo no mundo a agroecologia, criação de abelhas sem ferrão, recuperação de áreas degradadas e conhecer um jardim com centenas de plantas de todo o mundo? Então juntem-se aos diversos voluntários de todas as partes do mundo, e venha conhecer o Eco Ciclos. A Ekonavi está desenvolvendo uma nova plataforma de voluntariado, focado em projetos ambientais.
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LUMINÁRIA COGÚ
bambu- cabaça - sisal
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Interessante esse trio de matéria prima.
Texturas Do bambu
A pele também registra o processo que nos define! E os pensamentos guiam as mãos dos processos.
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Cores realçam trabalhos.
FORRO de BAMBU
Forro de bambu trançado para pergolado. Acabamento em stain transparente. Bambu tratado em imersão Fabricado sob medida
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Muito bonito, parabéns pelo trabalho.
Plaground TAIPA-BAMBU
Se vermos o brincar como atividade essencialmente de desenvolvimento sensorial, percebe-se a importância do “lugar de brincar” para fruição da cultura do ser através de equipamentos de facilitação dessas condições naturais, estimulando inclusive uma percepção mais holística sobre as capacidades naturais do corpo e do lugar através do contato direto do jovem, ainda em formação, com espaços que estimulem o contato por exemplo com materiais e superfícies encontrados na natureza. Isso permite melhor apreensão e relação com o ambiente (relação espaço/ser) num lugar lúdico, sem tendência racionalista de usos limitados dos equipamentos e brinquedos, que estes permitam variações de combinações próprias a cada indivíduo, tendo como premissa o estímulo da adaptabilidade, da percepção sensorial e do encontro social (relação eu/outrem) estimulado pela conformação concêntrica do equipamento. A pavimentação do piso pinta caminhos através de cores e materiais que sugerem entrar e sair do centro da “cupinzeiro”(parede de taipa circular) dotadas de aberturas para passagem em direção ao seu interior(relação dentro/fora) tal como a torre de bambu, que a partir do seu interior, trás a percepção da dimensão altura (cima/baixo) experimentada em equipamento que promova deslocamento nessa direção, seja “descida de bombeiro”, trepa-trepa, cama de gato ou outros projetos específicos. Este protótipo pode ser adaptado e replicado partindo de um ou mais epicentros(torre de bambu) se expandindo radialmente de forma que essa expansão se adapte ao entorno onde será inserido.
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Publicado 24/01/2023
EDITAIS PARA ORG SEM FINS LUCRATIVOS
Olha ai o link https://aipe.org.br/negocios-rurais/ https://aipe.org.br/empreendedorismo-urbano/
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otimo. muito obrigado
obrigado pela iniciativa
Publicado 24/01/2023
O Poliuretano Vegetal
Poliuretanos, são polímeros, moléculas menores que se combinam quimicamente para formar moléculas longas e ramificadas. São exemplos de polímeros, todos os plásticos conhecidos. Policarbonato (PC), Policloreto de vinilo ou cloreto de polivinila (PVC), Poliestireno (PS), Polipropileno (PP), Polietileno Tereftalato (PET), Plexiglas ou acrílico (PMMA) e os poliuretanos (PU). A popularização desses materiais, permitiu à sociedade produtiva, criar inúmeras formas de aplicação, para um infinidade de artigos que estão presentes praticamente em todo o planeta, seja como objeto de uso ou como resíduo descartado. Um estudo conduzido pelo WWF em 2017, apontou que sete países produzem juntos quase 300 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, o primeiro foi EUA com 70mi e 34% de reciclagem, seguido pela China 54mi-21%, Índia 19mi-5%, o Brasil com 12mi e míseros 1,28% reciclados, Indonésia 9mi-3%, Rússia 8mi-3%, Alemanha 8mi-37%, Reino Unido 7mi-31%, Japão 7mi 5%, Canadá 6mi 21%. Metade de todos os plásticos que poluem o mundo, foram produzidos a partir do ano 2000 e 75% de todo o plástico já produzido, foi descartado. Alguns plásticos podem levar de 200 a 500 anos para se decompor na natureza. O Poliuretano compreende uma cadeia de unidades orgânicas unidas por ligações uretânicas, compostos orgânicos que compartilham de um mesmo grupo funcional (-NH(CO)O-). É largamente utilizado em tintas, impermeabilizantes, espumas rígidas e flexíveis, adesivos de alto desempenho, compósitos de fibras, preservativos, carpetes, elastômetros e peças de plástico rígido, dentre muitas outras. A sua criação é atribuída ao químico alemão Otto Byer, no início da segunda guerra mundial, em substituição a borracha utilizada em máquinas e armamentos. Sua composição é obtida a partir de um poliol, como o óxido de propileno, óxidos de propileno/etileno, óxido de tetrametileno e glicóis (PPG’s), combinados com um catalisador orgânico à base de isocianatos, que provoca uma reação de policondensação. É geralmente complementada com a adição de elementos voláteis, como a acetona, cloreto de metileno e fluorocarbonetos. Substâncias tóxicas, derivadas do petróleo, poluentes e cancerígenas. O PU Vegetal, é também uma criação de Otto Byer na década de 1940 (quem cria o veneno tem sempre um antídoto), no entanto, só foi sintetizado comercialmente em 1994, na Universidade de São Carlos-SP, no Brasil, pelo professor de química Gilberto Chierice. Atendendo uma demanda da ELETROBRÁS, o prof. Chierice criou a patente do primeiro elastômetro vegetal da história, que foi vendida para a empresa e utilizados nos cabeamentos subterrâneos, com durabilidade e resistência muito superiores aos convencionais, produzidos com o PU mineral. Com o dinheiro arrecadado, o prof. Investiu tudo em um laboratório na universidade e se dedicou a pesquisas com o pu vegetal, na produção de próteses ósseas humanas, em substituição ao titânio e outros metais, utilizados até hoje. A pesquisa do prof Chierice foi desencadeada, juntamente com a do Biodiesel, desenvolvida na mesma universidade e que utiliza o óleo de mamona (Ricinus Communis L.) como componente fundamental. O poliol da mamona, combinado com o MDI, uma classe de isocianatos mais elaborados, que permitem maior liberdade nas formulações, produzindo um polímero de alta resistência, preservando as características bactericida e fungicida, inerentes à mamona, Ricinus Communis L., que tem os ácidos graxos, muito semelhantes às gorduras do ser humano criando uma harmonia que inibe qualquer rejeição à prótese implantada. Os PU’s desenvolvidos pelo prof. Chierice, aplicados à biomedicina, eram produzidos pela Poliquil, uma empresa também criada por este gênio da inovação na cidade de Araraquara-SP, passando a ser compartilhados, à título de pesquisa, com outros cientistas do mundo. A inovação tecnológica apresentada e comprovada com inúmeros testes em países como Argentina e Chile, foi batizada nos EUA pelo Food and Drug Administration (FDA), de RG Kryptonite, numa referência ao Super Homem, o herói do planeta Krypton, que em 1938, viajou para a Terra em partículas de cristais para salvar o nosso planeta das idiotices da raça humana, nas HQ de Joe Shuster e Jerry Siegel. Próteses ósseas biônicas, reconstituição craniana de poli traumatizados e no rejuvenescimento da pele por meio de micro, filetes implantados sob a derme flácida, a sua utilização no Brasil é ainda incipiente, apesar da importância da descoberta e centenas de teses publicadas pelo mundo, vinha sendo aplicado em trabalhos como o do Instituto do Coração INCOR-USP, onde foi criado um órgão funcional extracorpóreo e portátil, para melhorar a qualidade de vida de pacientes à espera de um implante. A regulamentação e a adoção deste material no mercado mundial, encontra barreiras que nem mesmo o Super Homem conseguiu derrubar, a burocracia de órgãos regulamentadores do Brasil, como a ANVISA, que leva em média três anos para emitir um Certificado de Boas Práticas de Fabricação, até hoje não deferiu o pedido solicitado (dados IPEA 2006). Nos EUA , os derivados da mamona são rigorosamente controlados, devido a Ricina, considerada uma das mais potentes toxinas de origem vegetal até hoje encontrada, a proteína do poder, do Antrax. O prof. Chierice afirmava que o óleo da mamona é um recurso natural valioso, “é como arar a terra com um Rolls-Royce”, dizia. Considerava um desperdício a sua utilização na produção do biodiesel, podendo para isso, utilizar óleos menos nobres, como o da soja ou amendoim. Faleceu aos 75 anos em 2019 e, como aposentado, criou ainda a Pílula do Câncer. Os derivados da mamona são velhos conhecidos da humanidade, na técnica de mumificação do antigo Egito e como combustível das lamparinas dos escravos na Índia, o óleo é atualmente utilizado na composição de cosméticos, pomadas bactericidas e fungicidas, suplemento nutricional para plantas e animais, graxas, adesivos e lubrificantes automotivos. O Brasil, que já fora o maior produtor de óleo de mamona do mundo, encontra-se hoje na terceira posição, com 6% da produção mundial, dominada pela China e Índia, celeiro de produção dos países “desenvolvidos”, que ditam o que pode ou não ser produzido para consumo no planeta. Encontram-se ainda no Brasil, na região de São Carlos, zona Oeste do Estado de São Paulo, algumas pequenas empresas criadas e inspiradas pela garra e entusiasmo do prof. Chierice, investindo na produção de PU’s Vegetais para a construção civil que são utilizados como impermeabilizantes nas mais diversas aplicações, pisos industriais, coberturas, tanques de tratamento de esgoto (ETE’s), armazenamento de água potável, adesivos e espumas de alta densidade utilizadas em juntas de dilatação, blocos de modelagem e colagens dos mais diversos tipos. Diversas aplicações vem sendo pesquisadas e aplicadas na composição de aglomerados de fibra, na madeira em substituição aos vernizes, adesivos para laminados, papelão, embalagens, etc, e permite o seu uso em qualquer segmento ocupado pelos PU’s minerais convencionais. São biodegradáveis em até 30 anos, atóxicos e sustentáveis. Há oito anos, realizo pesquisas com o uso deste produto que ainda só é fabricado no Brasil, na impermeabilização e colagem do Bambu. O produto garante resistência ao intemperismo, não propaga chamas e diferente dos produtos similares, vernizes e adesivos de origem mineral, não tem cheiro e não necessita de manutenção periódica a cada ano. A sua competitividade no mercado é agravada pela falta de insumos nacionais, como o MDI, que é importado, pois a única fabricante do mundo, a Basf, encerrou suas atividades no país. Este artigo, é um apelo aos habitantes deste planeta, sobretudo os brasileiros, que tem a obrigação de conhecer, defender e difundir o uso, estimulando a sua produção e acessibilidade. Com agradecimentos especiais a Imperveg Polímeros Vegetais e Kehl Coat pelo apoio na distribuição de amostras para estudos, pioneirismo, coragem e resiliência às intempéries, vícios e o desmantelo da política nacional nas últimas décadas. Uma singela e justa homenagem ao professor doutor Gilberto Orivaldo Chierice (1943–2019), que gradativamente tem a sua memória apagada pela borracha da ignorância.
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Publicado 24/01/2023
A Magia do Boro
Boro é um alienígena, raios cósmicos que explodiram contra a Terra se precipitando em cristais ultra resistentes quando em contato com o sal hidratado, o Boráx, Borato de sódio ou Tetraborato de sódio. É economicamente explorado como um mineral em mais de 150 compostos que variam de acordo com a geologia devido a oxidações, hidratados de cálcio, magnésio e pela atividade vulcânica. Possivelmente a força deste impacto de luz seja responsável pela vida vegetal e até humana na Terra pois o Boro é um elemento essencial para as plantas e está associado aos sete Elementos Ultratraços, um grupo de minerais presentes em todos os organismos e que exercem funções metabólicas até hoje desconhecidas. São eles o Arsênio, Boro, Flúor, Germânio, Lítio, Silício e o Vanádio, a concentração desses elementos é extremamente pequena nos organismos e a administração externa como suplemento, medicamento ou inseticida deve ser rigorosamente monitorada. A maior reserva de Boráx encontra-se na Turquia 63%, quase inexplorada e a maior mina comercial a céu aberto fica no EUA no deserto de Mojavi na Califórnia, responsável por 50% da produção mundial de Boratos que são utilizados na pesquisa aeroespacial para a construção de espaçonaves, como fibra de vidro, compostos cerâmicos, insumos agrícolas, medicamentos e inseticidas. A sua utilização é conhecida desde a Babilônia e atualmente o consumo mundial atingiu níveis tão altos que as reservas de Bórax do planeta, incluindo as da Tuquia, Chile, China, Bolívia, Alemanha, Peru, Rússia e Argentina, possam se esgotar em menos de 200 anos. A banalização do seu uso é tão alarmante que é possível encontrá-lo em altas concentrações por todos os lugares em rios, efluentes e lixões urbanos devido o uso generalizado na agricultura ou em forma de detergentes e pesticidas, promovendo a mortandade de inúmeras espécies de peixes e artrópodes como besouros, borboletas, centopeias e contaminando lençóis freáticos pelo descarte inadequado. Pesquisas indicam que o contato regular pode afetar o sistema reprodutor masculino de humanos, causando ainda irritações cutâneas e problemas respiratórios quando inalado. Ainda hoje assistia a um curso ao vivo sobre o tratamento do bambu para uso na construção e as melhores indicações eram o uso do Arsênio e do Boro. O instrutor dizia serem os mais eficazes cientificamente, com o menor prejuízo para os seres humanos e a natureza. Acho que ele nunca pesquisou nem na Wikipedia o que representam estes elementos, pra se ter uma ideia, a receita para o tratamento do bambu foi a de uma solução de 5% de Boráx diluído em água, o que representa a contaminação de uma pequena piscina de 500 litros com 25kg do pó milagroso, enquanto a recomendação para o uso seguro na correção do solo é de no máximo 3kg por hectare. Nesta toada ou o Boráx se acaba ou ele acaba com a gente e não restará nem meio ambiente.
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