A startup brasileira referência global em créditos de remoção de carbono via reflorestamento da Amazônia se tornou a primeira empresa a deixar a Verra e migrar para a Isometric como certificadora.
Isso não é detalhe técnico. É uma declaração de posicionamento.
Por que isso importa?
A Verra é a maior certificadora do mercado voluntário de carbono. Mas nos últimos anos, escândalos envolvendo projetos REDD+ com ligações a grilagem de terras e extração ilegal de madeira colocaram em xeque a credibilidade do sistema. O mercado começou a perceber que nem todo crédito vale o que diz valer.
A Isometric representa uma nova geração de certificação: mais rigor científico, verificação via satélite, LiDAR e machine learning, créditos emitidos ex post (ou seja, só após a remoção realmente ter ocorrido) e monitoramento feito pela própria certificadora não pelo fornecedor.
O que a Mombak escolheu foi qualidade antes de conveniência.
E não é à toa. A empresa fundada por ex-CEO do 99 e ex-CFO do Nubank já acumula contratos com Google e Microsoft, mais de US$ 250 milhões em investimentos de nomes como AXA, Banco Mundial, BNDES e Fundação Rockefeller, e opera mais de 20 mil hectares em restauração no Pará.
Num mercado onde a desconfiança ainda é alta, sinalizar integridade tem valor estratégico real e se traduz diretamente em preço por tonelada.
Enquanto projetos REDD+ tradicionais são vendidos por menos de US$ 10/tonelada, a Mombak tem conseguido mais de US$ 50 e em alguns contratos, US$ 100.
A mensagem é clara: no carbono, quem aposta em qualidade comanda o prêmio.
Você acredita que a migração de certificadoras vai se tornar uma tendência no mercado voluntário?
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